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Análise da Amplitude de Movimento da Coluna Cervical inferior em Idosos Após a Aplicação da Técnica de Músculo Energia – Mitchell

Análise da Amplitude de Movimento da Coluna Cervical inferior em Idosos Após a Aplicação da Técnica de Músculo Energia – Mitchell

Análise da Amplitude de Movimento da Coluna Cervical inferior em Idosos Após a Aplicação da Técnica de Músculo Energia – Mitchell

Josleide Baldim Hlatchuk1; Walkyria Fernandes2

Fisioterapia Osteopática – Turma 22
Colégio Brasileiro de Estudos Sistêmicos – CBES

Resumo – Vários estudos têm demonstrado que com o aumento da idade, há uma tendência à diminuição da mobilidade da coluna cervical, acarretando com isso sérios transtornos músculo esqueléticos. Sabe-se que uma restrição articular gera hipermobilidade compensatória e sobrecarga em articulações vizinhas. Com o presente estudo avaliamos a mobilidade da coluna cervical de um grupo de idosos nos movimentos de flexão, extensão, inclinação lateral direita e esquerda e rotação direita e esquerda, antes e após a realização da técnica de energia muscular – Mitchell, através do teste de goniometria. A amostra da pesquisa foi constituída por 34 voluntários com idades entre 60 e 81 anos de ambos os sexos, os quais foram divididos aleatoriamente em dois grupos com 17 pacientes cada, sendo GE, o grupo estudo que recebeu a técnica de energia muscular e GC o grupo controle. Os resultados desta pesquisa foram obtidos por meio de comparação entre avaliação inicial e final dos movimentos da coluna cervical inferior do GE e do GC e comparação dos resultados obtidos na avaliação final dos mesmos movimentos entre os dois grupos. De acordo com a avaliação final após a realização da manobra de músculo energia – Mitchell, comparando GE e GC verificou-se que a média das amplitudes de movimento da coluna cervical inferior no GC teve um ganho relativo de 9,55% na flexão, 7,41% na extensão, 2,34% na rotação a D, 4,61% na rotação a E, 7,01% na inclinação lateral a D, e 9,43% na inclinação lateral a E. Observamos que o GE obteve um ganho maior de amplitude de movimento da coluna cervical inferior, com 14,77% na flexão, 11,54% na extensão, 14,20% na rotação a D, 8,82% na rotação a E, 10,93% na inclinação lateral a D e 12,29% na inclinação lateral a E. O resultado deste estudo mostrou que a técnica utilizada contribuiu com a melhora da amplitude de movimento da coluna cervical inferior nos indivíduos idosos.

Abstract – Several studies have shown that with increasing age, there is a tendency to decreased mobility of the cervical spine, bringing with it serious musculoskeletal disorders. It is known that a joint restriction and overload generates compensatory hyper mobility in neighboring joints. With this study we evaluated the mobility of the cervical spine of a group of elderly in flexion, extension, right and left lateral tilt and rotation right and left, before and after the completion of muscle energy technique – Mitchell, by testing goniometry. The survey sample consisted of 34 volunteers aged between 60 and 81 years of both sexes were divided randomly into two groups with 17 patients each, and GE, the study group received muscle energy technique and the GC control group. The results of this research were obtained through comparison between baseline and end of the lower cervical spine movements of GE and GC and comparing the results obtained in the final evaluation of the same movements between the two groups. According to the final evaluation after the maneuver of muscle power – Mitchell, comparing experimental and control groups showed that the average range of motion of the cervical spine than in the CG had a relative gain of 9.55% in flexion, 7 , 41% in extension, rotation to the 2.34% D 4.61% E in the rotation, the 7.01% side slope D, and 9.43% in banked E. We note that GE earned a greater range of motion of the lower cervical spine, with 14.77% in flexion, extension at 11.54%, 14.20% in the rotation D, 8.82% in the rotation to E 10.93% side slope in the D and 12.29% in banked E. The result of this study showed that the technique helped to improve range of motion of the lower cervical spine in the elderly.

Palavras-chave: fisioterapia, medicina osteopática, manipulação músculo esquelética, coluna vertebral.

Introdução
O segmento cervical representa uma região de alta complexidade, cuja principal função é fornecer informações aferentes sobre o posicionamento e movimentos das articulações envolvidas, a fim de garantir maior eficácia e funcionalidade a este segmento (MCPARTLAND, 1997). Alterações nestes componentes são capazes de promover restrição articular e disfunção cervical (MARCUS, 2004).
Com o aumento da idade, há uma tendência a diminuição da mobilidade da coluna cervical, classificando a diminuição da flexibilidade como um “sinal típico de senescência”. A redução de massa muscular entre 50-80 anos de idade provavelmente é resultado do processo de envelhecimento do sistema neuromuscular (CARVALHO, 2006).
A redução da ADM cervical é multifatorial. Devem-se levar em consideração, os processos degenerativos, sejam eles discais, ósseos, e ligamentares, além de encurtamentos musculares e desuso (FREITAS, 2002).
Com o envelhecimento as estruturas dos discos intervertebrais se degeneram e, consequentemente o conteúdo médio de fluido e a altura média do disco diminuem. Esta diminuição da altura faz com que as vértebras fiquem mais próximas alterando as relações biomecânicas das articulações zigoapofizárias. A maior proximidade das vértebras produz um aumento da compressão que será aplicada as superfícies articulares. As articulações tornam-se menos estáveis e menos móveis com o aumento da idade, e os componentes articulares (cartilagem, ligamentos, tendões e líquido sinovial) apresentam mudanças estruturais e funcionais durante o processo de envelhecimento. O número de ligações colágeno intra e intermolecular tornam-se maiores, dificultando assim o deslizamento das proteínas, deixando o tecido mais rígido, menos elástico (ACHOUR, 2002).
A hipomobilidade causada pelo encurtamento adaptativo dos tecidos moles pode ocorrer como resultado de vários distúrbios e situações. Os fatores incluem: imobilização prolongada de um segmento do corpo, estilo de vida sedentário, desalinhamento postural e desequilíbrios musculares, desempenho muscular comprometido associado a um conjunto de distúrbios musculoesqueléticos ou neuromusculares, trauma dos tecidos resultando em inflamação e dor. Qualquer fator que comprometa a mobilidade, ou seja, cause restrições dos tecidos moles, pode também comprometer o desempenho muscular. Esses comprometimentos, por sua vez, podem levar a limitação e incapacidades funcionais ao indivíduo (KISNER, 1998).
Flexibilidade é a habilidade de mover uma única articulação ou uma série de articulações de maneira suave e confortável por meio da ADM irrestrita e sem dor. O comprometimento do músculo junto com a integridade articular e a extensibilidade dos tecidos moles periarticulares determinam a flexibilidade (KISNER, 1998).
A flexibilidade desenvolve-se quando os tecidos conjuntivos e os músculos são alongados por meio de exercícios regulares e adequados. Ao contrario, a flexibilidade diminui com o tempo, quando esses tecidos não são alongados ou exercitados (ALTER, 1999).
Os principais fatores neurofisiológicos que influenciam na flexibilidade são as ações do fuso muscular e do órgão tendinoso de golgi (ALTER, 1999).
Os órgãos tendinosos de golgi são sensíveis a alterações muito pequenas (< 1g) na tensão sobre um tendão e respondem a tensão exercida tanto pela contração ativa como pela distensão passiva de um músculo (EKMAN 2004).
Uma versão modificada de uma das técnicas de FNP (Facilitação Muscular Proprioceptiva) é citada na medicina osteopática como uma Técnica de Energia Muscular (RICARD, 2002, MORAES, 2004).
A técnica de músculo energia pode ser definida como uma técnica de terapia manual, que produz um estímulo dos fusos neuromusculares e dos receptores tendinosos de Golgi: cada vez que se ganha sobre a longitude do músculo durante o relaxamento pós-isométrico devido a descarga dos receptores de Golgi, os fusos neuromusculares são estirados e pouco a pouco estes recuperam sua longitude inicial, então param de descarregar de modo anormal e a hiperatividade gama desaparece. (RICARD, 2002, RICARD, 2008, MORAES, 2004).
É um método que leva em conta o componente do tecido mole. Em termo geral é descrito como uma “técnica de relaxamento muscular ativo”. (RICARD, 2002, RICARD, 2008, PAPALÉO, 1996).
Esta pesquisa teve por objetivo analisar as amplitudes de movimento da coluna cervical inferior, antes e após a aplicação da técnica osteopática de energia muscular – Mitchell em um grupo de terceira idade – GE e comparando a um grupo controle.

Método

A pesquisa caracterizou-se como uma abordagem quantitativa, sendo realizada na Unidade Municipal de saúde Atenas, situada no município de Curitiba PR. Rua: Emilia Erichen, 45 Bairro CIC, e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Colégio Brasileiro de estudos Sistêmicos/CBES, de acordo com as atribuições definidas na Resolução CNS 196/96, parecer nº714/10.
A amostra da pesquisa foi constituída por 34 voluntários com idades entre 60 e 81 anos de ambos os sexos, os quais foram divididos aleatoriamente em dois grupos de 17 pacientes cada, formando assim, o grupo estudo (GE) que realizou a técnica e o grupo controle (GC). Foram incluídos no estudo indivíduos com idade entre 60-81 anos, que apresentaram bom estado cognitivo, visual e auditivo, não relataram história de cirurgia, bem como hérnia de disco na região cervical e não tinham realizado tratamento fisioterápico no último mês.
Inicialmente foi realizada uma abordagem individual com os idosos para explicar os procedimentos deste estudo. Todos os indivíduos aceitaram participar da pesquisa, assinando o termo de consentimento livre e esclarecido. Foram submetidos a um questionário identificando as características biopsicossociais, e posteriormente encaminhados ao teste de goniometria da coluna cervical inferior, utilizando um goniômetro da marca Fisiobrás, observando os movimentos de flexão, extensão, inclinação lateral direita e esquerda e rotação direita e esquerda. Para realizar este teste os indivíduos permaneceram sentados enquanto o fisioterapeuta assistia os movimentos.
Na seqüência os indivíduos foram convidados a deitar sobre uma maca. O grupo estudo recebeu a manobra de músculo energia de Mitchell, utilizando-se 03 ciclos de 03 contrações isométricas para cada movimento a ser trabalhado (flexão, extensão, inclinação lateral direita e esquerda e rotação direita e esquerda), enquanto o grupo controle permaneceu nessa posição sem qualquer outra intervenção. A reavaliação foi realizada com os dois grupos, com os mesmos procedimentos de avaliação, imediatamente após a intervenção.
Após a coleta os dados foram armazenados em um computador pessoal e analisados numa planilha excel.

Resultados

Verificou-se que a média das amplitudes de movimento da coluna cervical
inferior observadas no GE antes da realização da manobra de músculo energia – Mitchell foi de 51,76º na flexão, 53,53º na extensão, 49,71º na rotação a D, 50,0º na rotação a E, 53,82º na inclinação lateral a D, e 52,65º na inclinação lateral a E, e após a realização da manobra: 59,41º na flexão, 59,71º na extensão, 56,76º na rotação a D, 54,41º na rotação a E, 59,71º na inclinação lateral a D, e 59,12º na inclinação lateral a E conforme visualizado na figura 1.

Figura 01- Média das amplitudes de movimento da coluna cervical inferior observadas no GE antes e após a realização da manobra de músculo energia – Mitchell.

Com relação ao GC, conforme demonstramos na figura 2 percebemos que a média das amplitudes de movimento da coluna cervical inferior antes da realização da manobra de músculo energia – Mitchell foi de 46,18º na flexão, 47,65º na extensão, 50,29º na rotação a D, 44,71º na rotação a E, 46,18º na inclinação lateral a D, e 46,76º na inclinação lateral a E, e após a realização da manobra: 50,59º na flexão, 51,18º na extensão, 51,47º na rotação a D, 46,76º na rotação a E, 49,41º na inclinação lateral a D, e 51,18º na inclinação lateral a E

Figura 02- Média das amplitudes de movimento da coluna cervical inferior observadas no GC antes e após a realização da manobra de músculo energia – Mitchell.

No que diz respeito a avaliação final após a realização da manobra de músculo energia – Mitchell, comparando GE e GC verificou-se que a média das amplitudes de movimento da coluna cervical inferior no GC teve um ganho relativo de 9,55% na flexão, 7,41% na extensão, 2,34% na rotação a D, 4,61% na rotação a E, 7,01% na inclinação lateral a D, e 9,43% na inclinação lateral a E. Observamos que o GE obteve um ganho maior de amplitude de movimento da coluna cervical inferior, com 14,77% na flexão, 11,54% na extensão, 14,20% na rotação a D, 8,82% na rotação a E, 10,93% na inclinação lateral a D e 12,29% na inclinação lateral a E, como visualizamos na figura 03.

Figura 3- Comparação da avaliação final após a manobra de músculo energia – Mitchell – Grupo estudo e Grupo controle.

Discussões e Conclusões

Os resultados expressos em valores percentuais dos dados obtidos demonstraram que houve melhora na amplitude de movimento da coluna cervical, após a aplicação da técnica de músculo energia Mitchell, entre os pacientes do grupo estudo, quando comparados ao grupo controle.
De acordo com MATSUDO, 2009 a flexibilidade é um dos fatores de maior importância na capacidade funcional dos idosos e na realização de seus afazeres do dia a dia, havendo um mínimo que é requerido para que os idosos possam vir a ter uma autonomia funcional, é considerada como um dos conceitos mais relevantes em relação à saúde, aptidão física e qualidade de vida, servindo à análise dos efeitos do envelhecimento. Para Dantas (2002), esta qualidade física é fundamental para a “execução voluntária de um movimento de amplitude articular máxima, por uma articulação ou conjunto de articulações, dentro dos limites morfológicos, sem o risco de promover lesão”. Por esse motivo, ela é fundamental para manutenção da qualidade de vida dos idosos, diante da sua característica de treinabilidade. (PAPALÉO, 1996, VAREJÁO, ET AL., 2007).
O prognóstico da perda da mobilidade aflige e preocupa seriamente qualquer pessoa, em particular os idosos: a diminuição progressiva na amplitude do movimento articular e o aumento do enrijecimento articular caracterizam o avançar da idade. As causas específicas e a importância dessas mudanças na velhice não são suficientemente claras. (MISNER, et al, 1992).
Para ARAGÃO, ET AL., 2002 a ausência de flexibilidade razoável conduz o sujeito a maior possibilidade de lesões e a problemas funcionais, sobretudo em se tratando de sedentários, indivíduos em idade madura ou anciãos, que sofrem uma perda de flexibilidade de 20 a 30% entre 30 e 70 anos. A correção da biomecânica articular é fundamental para normalizar a função do segmento cervical.
Segundo Croibier, (2005) para a Osteopatia, toda perturbação mecânica, onde quer que se situe no corpo pode ser prejudicial à economia geral do individuo e sua saúde. Os princípios que norteiam a prática osteopática se encaixam perfeitamente nos conceitos básicos da Geriatria e visão preventiva em saúde, pois a abordagem global que a osteopatia proporciona ao indivíduo é essencial no cuidado geriátrico, considerando os aspectos sócio-econômico, psicológico e funcional do idoso. A relação integrada da função e estrutura vem funcionando como alicerce da osteopatia, auxiliando na manutenção da função (CAVALIERE, 2006, CUNHA, ET AL., 2010).
A eficácia e segurança da manipulação cervical depende de uma indicação adequada, um diagnóstico preciso, a escolha adequada do tipo de manipulação e sua correcta aplicação (GARCIA, 2009).
Conforme resultados do estudo de Phillips ET AL., 2002, houve redução dos níveis de incapacidade funcional do pescoço na primeira fase do tratamento que seria a manipulação e mobilização, e uma redução mais evidente e estabilização na segunda fase do tratamento que seriam exercícios em casa.
De acordo com estudo de HALL, ET AL., 2002, o mesmo demonstrou melhoras significantes no índice de incapacidade do pescoço, com a utilização de técnicas de mobilização neural e articular.
Quando a mobilização é comparada a um grupo controle NORDEMAR, ET EL., 1981, MCLAUGHLIN, 2002) ao tens e gelo (JENSEN, 1990), (MCLAUGHLIN, 2002), acupuntura (DAVID, 1998) a uma única manipulação (VERNON, 1990), (CASSIDY, 1992 ) não há diferença na função.
Segundo Pereira 2005, podemos observar que após a manipulação da cervical houve aumento da amplitude de movimento, na extensão de 28.9%, na flexão 10%, na inclinação lateral a direita 10%, para esquerda 10,5%, na rotação para direita 5,2%, para esquerda houve o aumento 2,7%. Após o auto tratamento neural só houve um aumento em dois movimentos: flexão 2,3% e o de rotação para esquerda 1,3%.
Para Gibbons ET AL., 2001, o aumento de amplitude da articulação tem sido demonstrado por diversos estudos, reportando que as técnicas de “energia muscular” estão associadas a um aumento temporário da amplitude de movimento da coluna.
Os efeitos a longo prazo das técnicas de “energia muscular” também têm sido relatados e postulados como oportuno mecanismo reflexo que causa o relaxamento da musculatura e inibição da dor. Conforme os resultados do estudo de Phillips ET AL., 2002, houve aumento da ADM em todos os movimentos da cervical.
Conforme estudo de Wenngren, ET AL., 2000, foram observados aumento da ADM ativa após o tratamento manipulativo.
Para McCarthy, (2001), as técnicas de“energia muscular” e teoria do movimento
combinado diminuem a disfunção espinhal.
De acordo com Rezende 2008, em seu estudo sobre a Relação entre a Clínica e a Osteopatia concluiu sobre a importância e o diferencial do estudo osteopático. Ele é realizado sobre um homem que não se divide, não é compartimentado. É imprescindível lembrar que se está tratando um homem que possuí um arcabouço ósseo, interligados pelos ligamentos, recobertos por articulações e por músculos, estes “envelopados” pelas fascias, que por sua vez recobrem as estruturas viscerais e suas cavidades, formando a dura-máter, a foice do cérebro e a tenda do cerebelo, estas recobertas pelas membranas de tensão recíproca. Ressalta-se que a
musculatura é disposta em cadeias, que as estruturas ósseas são um empilhamento e ainda que a fascia, que é formada de tecido conjuntivo de conexão, está sujeita a deformação plástica e elástica.
O presente estudo propôs a eleição de uma técnica rítmica com o objetivo de restaurar a mobilidade articular não apresentando contra indicações e sem ser agressiva, auxiliando profissionais da saúde ao avaliarem ou traçarem alguma conduta de tratamento para seu paciente idoso.
O resultado deste estudo mostrou que a técnica utilizada contribuiu com a melhora da amplitude de movimento da coluna cervical inferior em indivíduos idosos.
Conclui-se, portanto, que a técnica de energia muscular – Mitchell pode ser utilizada de forma eficaz para contribuir com o aumento da amplitude de movimento da coluna cervical em idosos.

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